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domingo, 28 de novembro de 2010

Concluíndo o TCC

Entrando na etapa final de conclusão do TCC, percebo o quanto foi importante desenvolver esta pesquisa envolvendo os jogos on-line ao aprendizado matemático. Para mim foi uma experiência gratificante onde aprendi com os alunos, com o referencial teórico e servirá de base para aperfeiçoar minha prática nesse campo que ainda é pouco explorado como suporte pedagógico em nossas escolas.
Quando se utilizada a pesquisa qualitativa e a observação participante como estratégia metodológica associada a registros escritos, é preciso ter o cuidado para tomar nota de todos os aspectos, às vezes um aspecto que não nos parece relevante em um determinado momento em outros são. É preciso ficar atento, além disso, não se pode expressar de qualquer maneira é preciso que o leitor entenda a mensagem que estamos querendo passar, trago uma passagem de dos resultados:
Os alunos que possuem computador em casa ou freqüentam lan houses solicitaram os endereços dos jogos. O aluno B. declarou que sua mãe abre o jogo Britains Best Brain para seu irmão mais novo jogar em casa. Este aluno, em uma de nossas aulas sobre os cálculos aproximados que podemos realizar em diversas situações cotidianas, citou um exemplo para a turma: relatou os três presentes que recebera no dia das crianças para o grupo sugerir valores hipotéticos para os itens. No final, o aluno B. respondeu o valor aproximado do total em reais. Essa situação abriu espaço para que outros colegas também criassem simulações de compras. Por exemplo, o aluno N. sugeriu produtos comprados no Camelódromo ( lugar que freqüenta com a mãe) o aluno M. no Shopping ,citou três itens: um boné, tênis e camiseta atribui valores que foram contestados pelos colegas que alegaram preços insignificantes para produtos vendidos em lojas neste tipo de estabelecimento, inclusive um colega disse: “ tu não vai conseguir comprar tênis por esse preço em nenhuma loja”. E aluno M. concordou aceitando novos valores (alguns sugeridos pelos colegas) para os itens.
Na primeira versão de meu TCC não expliquei esses detalhes. Nesta descrição os alunos estão demonstrando seu avanço na autonomia, ouvindo o colega reformulando seu ponto de vista.

domingo, 31 de outubro de 2010

Eixo Vll

A interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação me reportou aos planejamentos das aulas do estágio obrigatório. Percebo que em alguns planejamentos deixei a desejar talvez porque tenha falhado, em certos momentos, na observação prudente que segundo Rodrigues, ao se planejar deve-se aliar o "para quê" ao "como", através da qual a observação criteriosa e investigativa torna-se, também, elemento indissociável do processo. Estas aprendizagens tem me valido para a realização da experimentação dos jogos computacionais aliados ao aprendizado matemático. A observação participante foi a estratégia metodologica predominante associada a registros escritos e fotográficos. Nesta pesquisa procurei me ater nos itens necessários para um bom planejamento o que tem contribuído para o alcance dos objetivos, como por exemplo: antes de iniciarmos essa experiência com os jogos, os alunos demonstravam dificuldade em resolver problemas e compreensão dos conceitos de adição, subtração, multiplicação e divisão, pensavam logo no tipo de conta que deveriam armar para chegarem ao resultado o que implicava, muitas vezes, em respostas equivocadas. Hoje conseguem, e resolvem questões através de estratégias que não utilizavam anteriormente, como, por exemplo, as que os egípcios utilizavam para chegarem ao resultado de uma multiplicação, ou seja, a soma de parcelas. Além disso, alguns alunos conseguem auxiliar o outro colega sem dar as respostas.

sábado, 9 de outubro de 2010

Na volta ao eixo na Interdisciplina Representação do Mundo pela Matemática – Eixo IV percebi que faltou aprofundamento nas leituras, nos conteúdos, não só por dispor de pouco tempo, mas também pelo receio da matéria como bem expressa Pedro Demo, “é comum encontrar entre as "normalistas" e pedagogos certo distanciamento, por vezes desgosto, com a matemática”. Hoje estou explorando o material e vejo o quanto é rico, um suporte importante do referencial teórico para o desenvolvimento de meu TCC.

Apesar de considerar que dar aulas de matemática não é tarefa fácil, pois é preciso trabalhar a quebra na ordem sequencial do ensino de matemática, os estigmas que muitos alunos trazem para séries seguintes de que a matéria é muito difícil e somente alguns privilegiados conseguem aprender; o professor deve atuar como um mediador, criando um ambiente que possibilite a procura e descoberta, a segurança para que o aluno levante suas hipóteses, conceitos espontâneos e venha testá-las e não tenha receio em errar, pois com o erro também se aprende. Nesse sentido é preciso policiamento, pois estamos acostumados a dar as respostas e ignorar os erros. Enfim, criar possibilidades para o desenvolvimento integral capacitando-o a selecionar, entre as informações que recebe as que serão úteis a sua vida. Planejar com intencionalidade, selecionar materiais adequados de acordo com os objetivos que se pretende alcançar e estar em constante aperfeiçoamento profissional. Tenho uma aluna em minhas aulas de reforço que até momento vinha tirando notas baixas nesta matéria (finalmente conseguiu apresentar boas notas), além disso, me confidenciou no inicio das aulas, que nunca iria superar suas dificuldades de compreender a matéria. Então, lhe disse que superaria sim as dificuldades e que pensasse positivamente, pois a matemática não é só números, como falou uma outra aluna desta turma quando estávamos trabalhando um texto que tratava das origens dos números. A matemática faz parte de nossas vidas, está presente em nosso dia a dia, neste sentido que procuro trabalhar os conteúdos nestas aulas. Possibilitando aos alunos que reconheça nos objetos que estão ao seu redor, no caminho da escola, em um passeio a presença da matemática. E por fim, no início do curso não imaginaria que abordaria a matemática como tema para nortear meu TCC.

domingo, 26 de setembro de 2010

Informática na Educação

No intuito de relatar minha evolução no EAD, busquei no eixo- I aprendizagens referentes ao uso do computador na educação nas Interdisciplinas Seminário Integrador, Escola, Cultura e Sociedade - Abordagem Sociocultural e Antropológica, Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação. A dinâmica estabelecida entre os conteúdos das interdisciplinas proporcionou um melhor entendimento das possibilidades de exploração do computador como ferramenta importante não só na educação, mas também para o cotidiano. Ao iniciar o curso, só utilizava o computador para fazer pesquisa na internet, estes aprendizados iniciais formaram a base para que eu pudesse ao longo dos estudos ir conhecendo outras possibilidades como de autoria e publicação na web . Nestas aulas, aprendi a fazer e a conhecer o potencial de utilização blogs e a interagir com os colegas através dos ambientes de aprendizagens propostos pelo curso. Adquiri o hábito diário de utilizar essa ferramenta, seja para realizar as atividades (ler, produzir textos) ou utilizar meios de comunicação como: MNS, E-mail e Skype, para contatos com a comunidade estudantil ou com meus familiares que residem em outros estados do país.

Trago um recorte de uma postagem que realizei na interdiscplina ESC2 - Comentários de visitas aos blogs em 2006:
http://vamosblogarbr.blogspot.com/ Em visita a este blog observei que o conhecimento é compartilhado sobre tecnologias educacionais informatizadas, blog colaborativo para divulgação e reflexões, projetos que incluem e estimulam o uso da tecnologia na educação. Também, possui endereços de sites educacionais, bem como projetos como o Zaptlogs Interdisciplinar, além de outros blogs propiciando um ambiente para a aprendizagem cooperativa.

Segundo a Teoria da atividade Verbal [Koch, 2004], “possibilita o embasamento de atividades escolares que prevililegiem o uso do computador, fundamentadas vias interações sociais, contribuindo para o processo de desenvolvimento lingüístico e cognitivo. E, por considerar-se a escrita e a leitura como formas de desenvolvimento da linguagem, nas diferentes instâncias do processo educacional, o uso dos blogs na educação, mediada dos professores, adultos mais experientes, podem contribuir para o acesso aos bens culturais preconizados por Vygotsk”.

Aprendizados importantes, pois na ocasião de meu estágio, na realização dos projetos de aprendizagens dos alunos desenvolvidos no Laboratório de informática, utilizamos o ambiente da web, PBworks para o desenvolvimento dos trabalhos em grupos e virtude de alguns obstáculos, principalmente referentes a problemas técnicos do laboratório e dificuldades de acesso aos PBworks, a alternativas foi passar as instruções para dois grupos criarem blogs. Os PAs dos alunos com a utilização dos blogs estão no end: http://projetosdaturma.pbworks.com/.

domingo, 19 de setembro de 2010

Jogo e o Lúdico

O referencial teórico a seguir está disponível na interdisciplina Ludicidade e Educação - Eixo III. Para nortear o TCC a questão de investigação trata de como os jogos computacionais podem ser empregados como elementos facilitadores do aprendizado matemático. Além de estimular o raciocínio lógico, os jogos abrem possibilidades para o lúdico tornando o aprendizado mais prazeroso e interessante para os alunos.
Nesse contexto Neusa Sá (apud Freinet, pg.304) vem reforçar com o conceito de dimensão lúdica que os jogos podem assumir

(...) um estado de bem-estar que é a exacerbação de nossa necessidade de viver, de subir e de perdurar ao longo do tempo. Atinge a zona superior do nosso ser e só pode ser comparada à impressão que temos por uns instantes de participar de uma ordem superior cuja potência sobre-humana nos ilumina.

Os jogos simulam situações que fazem parte da vida dos seres humanos. Contemplam regras e estratégias e favorecem a ousadia. Além disso, as crianças podem aprender com os erros, em nossa existência, também não seremos eternos vencedores, em muitas situações teremos que saber lidar com a derrota, mas ao mesmo tempo, pode ser uma forma prazerosa de aprender os conteúdos desde que sejam planejados pelos educadores com esse intuito.

SÁ, NEUSA M.C. O lúdico na ciranda da vida adulta. São Leopoldo-RS, 2004. Dissertação de mestrado, Programa de pós graduação em educação, Unisinos. Disponível em ( http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo3/ludicidade/neusa/conc_de_jogo.html)Acesso: 19 set. 2010.

domingo, 12 de setembro de 2010

Transmissão do Conhecimento Matemático

A transmissão do conhecimento matemático, bem como em outras áreas, muitas vezes, estão firmadas em uma epistemologia empirista ou apriorista. Práticas onde o professor é detentor da verdade, decidindo como e o que o aluno deve aprender, ou seja, “o sujeito é entendido como um recipiente vazio a ser preenchido pelo objeto” nesta perspetiva necessita ser guiado, se refere à teoria que (Becker, 2001) chamou de Pedagogia Diretiva – aprendizagem centrada no papel do professor.
No entanto, a imposição de apenas um ponto de vista pode resultar em situações discriminatória, em virtude de que os conteúdos passam a não interessar ao aluno, pois a escola já não o atrai, e em conseqüência perde o interresse e pode vir a desistir dos estudos aumentando os dados estatísticos dos que abandonam a escola. Nesse sentido Piaget vem contribuir afirmando
uma escola ativa não é necessariamente uma escola de trabalhos manuais [...] A atividade mais autêntica de pesquisa pode manifestar-se no plano da reflexão, da abstração mais avançada e de manipulações verbais, posto que sejam espontâneas e não impostas com o risco de permanecerem parcialmente incompreendidas (1976, p.74).

Interdisciplina: Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia – Eixo II
Estudo da Epistemologia Genética de Jean Piaget.
Epistemologia Genética
http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/material_mec/eixo2/psicologiai/pead-psico/epistemologia-genetica/c10.htm ( Acesso: 12 set. 2010)

domingo, 5 de setembro de 2010

O referencial teórico que trago para articulação com o tema do TCC consta no Índice dos textos da Interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade - uma abordagem sociocultural e antropológica, disponíveis online:
BRASIL, Ministério da Educação. PCNs para o ensino fundamental
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO
Secretaria do Ensino Fundamental - SEF
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

1. Matemática no ensino fundamental
1.1. Considerações preliminares
“A Matemática é componente importante na construção da cidadania, na medida em que a sociedade se utiliza, cada vez mais, de conhecimentos científicos e recursos tecnológicos, dos quais os cidadãos devem se apropriar.” (parágrafo 2, pág. 6)

“A aprendizagem em Matemática está ligada à compreensão, isto é, à apreensão do significado; apreender o significado de um objeto ou acontecimento pressupõe vê-lo em suas relações com outros objetos e acontecimentos. Assim, o tratamento dos conteúdos em compartimentos estanques e numa rígida sucessão linear deve dar lugar a uma abordagem em que as conexões sejam favorecidas e destacadas.“ ( parágrafo 6, pág. 6 )

Ainda convivemos com práticas descontextualizadas da realidade dos alunos com exposição de conteúdos em sala de aula o que leva, muitas vezes, ao desinteresse ou a negatividade, ou seja, o sujeito tem dificuldade em compreender o que estuda e relacionar a matemática a sua vida. Além disso, o laboratório de informática que poderia servir de um grande aliado das inovações das práticas pedagógicas, em muitas escolas, continua sendo pouco explorado. Por outro lado, para auxiliar na mudança desse quadro é possível, por exemplo, explorar jogos computacionais, pois o acesso às novas tecnologias é uma realidade que vem crescendo. No entanto, para isso, o professor deve planejar suas aulas com intencionalidade utilizando os jogos como um recurso didático, ou seja, como ferramenta criando situações em que os alunos possam ser desafiados e o professor atuando como mediador, auxiliando-os. Enfim, além de estimular o raciocínio lógico, os jogos abrem espaço para o lúdico tornando o aprendizado mais prazeroso para os alunos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tema norteador do TCC

A proposta inicial que sugeri de investigação para o Trabalho de Conclusão de Curso, estava voltada para a reflexão relacionada à revisão de conteúdos de matemática na semana que antecedera à avaliação trimestral em cumprimentos a normas avaliativas da escola, bem como de observações no ambiente escolar na utilização do laboratório de informática.
Na revisão do conteúdo das etapas da divisão em contas armadas, organizamos grupos em que os colegas com maiores dificuldades seriam auxiliados por outros que já demonstram maior domínio. No entanto, constatei que os alunos estão acostumados com exercícios que contemplam soluções que foram previamente ensinadas, tanto que um colega quando auxilia o outro, pratica a mesma ação fornecendo as respostas. Enfim, é preciso contemplar situações em que os alunos possam ser desafiados, que cometam equívocos. Segundo as operações de pensamento formuladas por Raths (1977), “[...] planejamento está fundamentado em objetivos que buscam ultrapassar a simples memorização, voltando-se para a mobilização de diferentes operações de pensamento”. Tanto que, após a avaliação, iremos trabalhar com desafios de lógica entre outros exercícios, nos quais as crianças possam estabelecer comparações e desenvolverem estratégias para soluções de problemas envolvendo situações de seus cotidianos, aprendizagens da Interdisciplina Representação do Mundo pela Matemática.
Por um lado, acreditava que teríamos disponibilidade para trabalharmos conteúdos envolvendo a área de matemática no laboratório, mas os momentos destinados à utilização do ambiente foram em torno de 45 minutos semanais sendo aproveitados para os Projetos de Aprendizagens dos alunos. Além disso, das 10 semanas, três não utilizamos em virtude dos problemas técnicos.
Outro aspecto a ressaltar é referente à forma de como os professores dos primeiros anos do ensino fundamental estão explorando esse espaço. Observei durante o estágio que alguns alunos, de outras turmas, utilizavam o computador para jogos e acesso a internet, mas fiquei me perguntando: são atividades planejadas com intuito pedagógico? Enfim, a pergunta inicial que havia proposto ficou abrangente. E de acordo com as orientações que recebemos em aula presencial é necessário escolher e delimitar o tema, em virtude disso, ainda não defini a pergunta para nortear o TCC o que está me deixando apreensiva, mas estou tentando elaborar com base nesses relatos.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Projetos de Aprendizagens

Apesar dos obstáculos enfrentados referente a problemas técnicos do laboratório e dificuldades com ambiente PBworks, acredito o que marcou uma inovação pedagógica, foi a proposta de desenvolver a arquitetura de Projeto de Aprendizagens utilizando ambiente da web. Pois, permitiu as crianças uma participação ativa à medida que oportunizou a escolha dos temas de seus interesses, o conhecimento e manuseio de uma nova ferramenta, as pesquisas em sites, por alguns grupos em busca de respostas as suas dúvidas e certezas ou ao pergunta investigativa. Enfim, proporcionou sentido às aprendizagens desenvolvendo a autonomia, que segundo Piaget, citado por Goldim (2000) “(...) é a capacidade de coordenação de diferentes perspectivas sociais com o pressuposto do respeito recíproco”, um processo de construção considerando o ponto de vista do outro. Tal situação suscita algumas reflexões: o professor deve considerar a bagagem de conhecimento que o aluno traz para a escola a fim de que ocorra ensino-aprendizagem; além disso, é necessário criar um ambiente de cooperação, ações de trocas de saberes. Os alunos elaboraram perguntas de situações que vivenciam em seus cotidianos como, por exemplo: Por que os adultos se separam? Por que todos os irmãos brigam? Por que existem as bebidas alcoólicas? Por que existe poluição? A energia elétrica? E certezas como: Que a poluição faz mal para o ser humano e o mundo ou dúvidas como: como foi inventada a energia elétrica? Entre outras, que podem ser constatadas no endereço: http://projetosdaturma.pbworks.com. Trago alguns depoimentos dos alunos após uma aula no laboratório: Maria Helena: “ Eu me senti alegríssima porque é a primeira vez que eu mecho na internet e achei um pouquinho complicado e legal ao mesmo tempo”; Victor: “Eu gostei porque a gente pesquisou sobre novas perguntas e sobre o PBWorsks”; Luan: “Eu me senti muito feliz hoje no laboratório de Informática porque nos aprendemos novas coisas legais, fazer um blog, mas eu fiquei triste quando nos fomos embora dali e voltamos para a sala de aula”. Ou seja, para que ocorra a aprendizagem, de acordo com estudos Piagetianos, deve haver a interação de todos, interação com meio, sujeito e objeto em estudo através de contatos com materiais e que possibilitem novas descobertas, criando conflitos e aguçando a curiosidade.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Origens do Povo Brasileiro


Na segunda-feira trabalhamos com o texto “Quem são os Brasileiros” de Ana Teberoky e observação da obra, retratando a temática social “Operários" (1933) Tarsila do Amaral. Para realizarmos atividade referente mosaico os alunos perguntaram aos seus pais sobre suas origens e muitos respondiam “Brasileiros”, além disso, alguns não trouxeram a questão respondida. Segundo Darcy Ribeiro, em sua obra “O Povo Brasileiro” (2000), citado por Petersen (...) para livrar-se da ninguemdade de não-índios, não-europeus e não-negros, que eles se vêem forçados a criar a sua própria identidade étnica: a brasileira (p.131). Também conforme as autoras há necessidade de se investigar as etnias daqueles que não se identificam com ninguém. Acredito o conjunto das atividades que proporcionaram a compreensão do termo etnia, bem como o reconhecimento de que nosso país é formado de mestiços e que a tela representava o povo brasileiro. Perguntei se a nossa turma se parecia com as pessoas da tela, a respondiam que achavam que sim, além disso, identificaram outras pessoas diferentes. Entretanto, poderíamos ter avançado fazendo comparações com fotos de trabalhadores da atualidade, por exemplo, “essa forma de articulação permite que se estabeleçam relações de semelhanças e diferenças, propiciando um trabalho mais significativo”. Assim mesmo a atividade chamou a atenção da turma, tanto que no dia seguinte, alguns alunos recortaram de outros livros a tela da artista e colaram no caderno abaixo do texto e disseram ter visto na internet a obra e outros trouxeram outra obra da mesma artista, 'A Família'-1925.
Referências:
PETERSEN, Ana Maria; BERGAMASCHI Maria Aparecida; DOS SANTOS, Simone Valdete. Semana indígena: Ações e reflexões interculturais na formação de professores.
Disponível: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo6/etnico_raciais/semana_indigena.pdf
Acesso: 19/06/2010.
Acesso: 21/06/2010.

quarta-feira, 16 de junho de 2010


No planejamento que antecedeu a vista Cia engarrafadora – Liquigás, eu e os alunos estabelecemos uma discussão sobre o petróleo, recurso natural não renovável, produtos derivados, estados produtores, as principais bacias e os paises, além disso, os alunos fizeram a localização em mapas. Também, elaboramos um roteiro prévio cooperativo sobre o que iríamos observar contemplando alguns itens como: matéria prima utilizada; maior ou menor emprego de trabalho manual; etapas dos procedimentos empregados no engarrafamento até a distribuição; função das pessoas que trabalham na empresa ( operários e funcionários) e os tipos de atividade econômicas ( produção, distribuição e consumo). Enfim, com as informações e observações da visita à turma realizou duas atividades. A primeira foi referente à produção da escrita, visto que a melhor redação será publicada no site comercial da Cia, Liquinet. Essa atividade foi de grande retorno por parte dos alunos, pois toda a turma concluiu mesmos os que não puderam ir, eles utilizaram os dados que levantamos na motivação para a escrita. A outra, foi referente a elaboração um relatório ilustrado, observado o roteiro (setores visitados) o que facilitou para os alunos compreendessem a organização do espaço da Cia. Acredito que uma atividade influenciou a outra tornando as informações mais significativas para os alunos. Entretanto, a partir da visita é possível fazer uma pesquisa, por exemplo, sobre o petróleo brasileiro, em que contexto histórico se deu a criação da Petrobrás, quais os componentes do GLP, contemplando, assim, conhecimentos de história e ciências, ou seja, um estudo integral – ou grande estudo. Mas segundo Antunes, em se tratando dos primeiros anos do ensino fundamental, “verifica-se que os estudos parciais são de mais fácil realização e, muitas vezes, mais significativos e concretos para os alunos.” Mesmo assim se tivéssemos mais tempo poderíamos explorar melhor a visita com outras atividades, entretanto aceitamos a data que a empresa disponibilizou, visto ser um passeio sem custos para os alunos. As duas turmas da quarta série ganharam duas bolas oficiais e alguns materiais escolares.

Referência
ANTUNES, Aracy do Rego; MENANDRO, Heloisa Fesch; PAGANELLI, Tomoko Iyda. Estudos Sociais: Teoria e Prática. Rio de Janeiro, ACCESS, 1999.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Educação Ambiental

Acredito que necessitamos avançar e com urgência, quanto à disposição e preparação de professores referente à educação ambiental. Por um lado, na proposta de Diretrizes Curriculares para Educação Ambiental, por exemplo, as legislações que regulamentam não esclarecem como essa abordagem acontece na prática nas escolas, muito menos “prescrevem os princípios, diretrizes operacionais e pedagógicas para o seu trato transversal nos níveis e modalidades da educação”. Por outro lado, os PCNs que consideram a EA tema transversal refere uma abordagem interdisciplinar, mas para um efetivo resultado deveria contar com a participação de toda a comunidade escolar e atender seus anseios. Segundo a FURG, uma forma para se trabalhar a interdisciplinaridade seria através de projetos de educação ambiental unindo teoria e prática, mas nem sempre os professores das diferentes disciplinas se dispõem a esse proposito alegando vários motivos. Na instituição, na qual realizo meu estágio, iniciamos o Projeto “ Do Lixo à Preservação da Natureza” no dia 18/04, com uma peça de teatro e oficinas com sucatas contando com a participação de toda a comunidade. Hoje temos cestos de lixo de cores diferentes com adesivos, cartazes explicativos deixando claro qual é o recipiente para o lixo seco e orgânico. O mesmo ocorre em sala de aula, há duas lixeiras em cada ambiente. Também os funcionários fazem o recolhimento adequado em recipientes separados, evitando que após a separação tudo vá para o mesmo saco observado dias corretos de coletas. Realizamos uma visita a Cia engarrafadora – Liquigás onde os alunos, das duas turmas da quarta série, conheceram receberam informações e fizeram perguntas sobre os procedimentos referente a responsabilidade ambiental da Cia. Os alunos visitaram as instalações onde são separados os resíduos perigosos dos resíduos limpos que são enviados aos locais adequados, bem como sobre o aproveitamento das águas. Mas acredito que foram pequenas atitudes que colaboram, mas são insuficientes, bem como são insuficientes trabalhos em sala de aula que problematizem e levem o aluno a uma reflexão, tendo em vista a grave situação ambiental mundial. Além disso, convivemos com a formação precária, em algumas universidades, de profissionais e professores na correta abordagem do tema. Enfim, segundo o texto de Morin (2001) quanto o Relatório Delors (1998) citados por Adriana Piva, “têm a perspectiva de lançar as bases de uma educação internacionalizada, isto é, de um projeto que visa a criar parâmetros curriculares comuns a todos os sistemas de ensino nacionais, de modo a tornar possível o “advento de uma nova ética universal” (UNESCO 2002)”. Mas para que isso se torne realidade é preciso superar entraves políticos econômicos e sociais.
Referências:
PIVA, Adriana. A Difusão do Pensamento de Edgar Morin na Pesquisa em Educação Ambiental no Brasil. PPG Educação – FaE/UFMG – CNPq

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
Diretoria de Educação para a Diversidade e Cidadania
Coordenação Geral de Educação Ambiental
Disponível: http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/ca_propresolcne.pdf Data de acesso: 08/06/2010.

Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Rev. eletrônica Mestr. Educ. Ambient. ISSN 1517-1256, v. 22, janeiro a julho de 2009. Disponível em http://www.remea.furg.br/edicoes/vol22/art6v22.pdf Data de acesso: 09/10/2010.

quarta-feira, 2 de junho de 2010


Como os alunos já haviam pesquisado e trabalhado os conteúdos em sala de aula referente a água, além da elaboração dos cartazes e do folheto sobre as atitudes para economizar água, construíram as maquetes sobre um assunto específico, por exemplo: Tratamento da água, Ciclos da água, Propriedades da água, Quantidade de água existente no planeta, Estados físicos da água, Processos de tratamento da água etc. Os trabalhos ficarão expostos até o 5 de junho, dia mundial do meio ambiente. A Natani representou as porcentagens da quantidade (formas) da água no planeta, através de um gráfico circular, Maria Luíza com um gráfico de colunas, construídos com caixinhas, e o aluno João através de um mapa mundial com materiais em relevo localizando estas regiões que demonstram os locais e formas da água. Utilizaram garrafas PET, isopor e caixas de papelão entre outros materiais.
Os trabalhos ficaram muitos bons, também fiz a filmagem das explicações dos alunos de como acontece os procedimentos representados em suas maquetes, pois nessa semana eles farão isso para as outras turmas. No entanto, apesar do resultado positivo, o tema água poderia ser mais explorado como em centros de interresse que faz uso da interdisciplinaridade para o desenvolvimento global, por exemplo: A água e Eu - conteúdo conceitual – subtema: quem sou eu, pois conforme Nora Cecília Bocaccio Cinel - Especialista em Lingüística e em Supervisão de Sistemas Educacionais - os temas globais possibilitam aprendizagem em todas as áreas: cognitiva, afetiva, na área das habilidades e operações mentais. Essas áreas poderiam ser melhor trabalhadas, enfim por essas atividades desenvolvidas os alunos receberão notas como parte da avaliação trimestral em Ciencias e Estudos Sociais.


CINEL, Nora Cecília Bocaccio. Centros de Interesse: estratégia utiliza multidisciplinaridade para o desenvolvimento global. Revista do Professor, Porto Alegre, n. 78, ano 20, p. 32- 36, abr./jun. 2004.Arquivo .pdf (6,13 MB). Disponível em (https://www.ead.ufrgs.br/rooda/rooda.php) acesso 02/06/2010.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Na revisão do conteúdo de matemática fizemos grupinhos com os alunos que tem maiores dificuldades com as quatro operações, pois na quarta-feira serão submetidos à avaliação trimestral ( normas da escola). Para explicar as etapas da divisão, em contas armadas, utilizei exemplos de balas que seriam distribuídas, de lápis de cores, entre outros. Esse procedimento facilitou, pois a aluna M. H. quando questionada, onde se coloca o resultado da multiplicação da unidade do quociente pelo divisor? Qual é o próximo passo? Já sabia responder. A idade dos alunos fica entre 9 e 14 anos, ou seja, alguns são repetentes. Também, reforcei a importância de sabermos a tabuada e passei estratégias para se chegar a resultados da multiplicação, mas deixei claro que essas estratégias nos tomam tempo. Eles estão acostumados com exercícios que contemplem soluções que foram previamente ensinadas, tanto que um colega quando auxilia o outro, pratica a mesma ação dando as respostas. Enfim, é preciso contemplar situações em que os alunos possam ser desafiados, que cometam equívocos. Segundo as operações de pensamento formuladas por Raths (1977) “(...) planejamento está fundamentado em objetivos que buscam ultrapassar a simples memorização, voltando-se para a mobilização de diferentes operações de pensamento”.Tanto que na próxima proposta iremos trabalhar com desafios de lógica e outros exercícios, onde os alunos possam estabelecer comparações e desenvolver estratégias para solução de problemas envolvendo situações do dia a dia.

Leitura das operações de pensamento formuladas por Raths (1977) Disponível (
http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/didatica/unidade3/discussao/unidade3_1.htm. Acesso 24/05/2010.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

1ª aula


Estou entusiasmada com o início do estágio, são várias as novidades: conhecendo os 22 alunos da turma 41, quarta série, estudantes da EEEM Clotilde Cachapuz de Medeiros, elaborar planejamento semanal e fazendo novas amizades, com a professora da classe, que também é minha interlocutora, os professores de outras turmas e funcionários da escola.
Como parte de uma das atividades contempladas em meu primeiro planejamento semanal, solicitei aos alunos a dramatização da história “Na escuridão miserável” de autoria do escritor Fernando Sabino. Além de narrar o autor participa de um diálogo com a menina Tereza que trabalha em uma casa de família, já aos dez anos de idade. Enfim, o assunto chamou a atenção das crianças, pois temos na turma dois alunos que deram depoimentos de suas vidas em família. Segundo o menino, no turno inverso, é responsável pela limpeza de duas residências: casa da mãe e a casa do padrasto, pois o casal mora separado. A menina é responsável por dois irmãos mais novos e um subrino pequeno, além de aquecer a alimentação, leva o busca a criança na escolinha.
Dando prosseguimento a atividade, sorteei um dos grupos para a apresentação, no entanto após o encerramento, um aluno pediu para ler o texto em voz alta para a turma. Achamos por bem que lesse, mas demonstrou dificuldades na leitura, pontuação e pronúncias das palavras. Em vista disso, alguns colegas se manifestaram dizendo que deveria parar de ler, então solicitei que aguardassem até o final. Após o encerramento da leitura, questionei os alunos perguntando de que forma nós podemos aperfeiçoar a nossa leitura? E alguns responderam: lendo, e eu indaguei: - lendo o quê? E deram como resposta os textos dos livros. Essa situação me reportou a interdisciplina Linguagem e educação, o quanto é importante explorar diferentes portadores textuais, incentivando a leitura. Além disso, trazer para nossas aulas receitas, poemas, letras musicais, fábulas, lendas, histórias em quadrinhos. Segundo Iole M. Trindade, “ O letramento escolar, com a exploração das habilidades de leitura, escrita e oralidade, leva a produção de uma didática amparada em diferentes portadores e gêneros textuais”. Em virtude disso, naquele momento complementei: sim crianças, ler jornais, revistas, poesias, histórias, histórias em quadrinhos, textos na internet de boa qualidade, só assim podemos melhorar a leitura oral e escrita.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Teses

Acrescento complementação da atividade referente às “teses” e aos comentários.
Acredito que tese 7 tenha sido pensada sobre aprendizagem de crianças bem pequenas e da educação infantil, pois sabemos que crianças acima dos sete anos de idade já estão na fase que Piaget denomina de Período das operações concretas, onde já coordenam pontos de vistas dos outros e interiorizam as ações, claro que, embora consigam realizar operações mentalmente, estas se referem a “situações e objetos passiveis de serem manipuladas ou imaginadas de forma concreta". E nesta fase as crianças fazem muitas perguntas, inclusive dão sugestões e opiniões sobre determinados assuntos. Outra tese é referente ao pergunta norteadora e seu papel organizador – "determinar a questão norteadora, significa definir qual o caminho de pesquisa e investigação a seguir. Poder-se-ia criar um roteiro de reflexões para melhor refinar a linha de investigação nos PAs."
A pergunta norteadora deve partir das dúvidas, das curiosidades dos alunos, por esse motivo seria importante levantar questões sugeridas eles. Foi o que fizemos na realização de nossos projetos, a partir das aulas presenciais formamos os grupos e criamos os nomes. Partimos de perguntas de acordo com nossos anseios, curiosidades e necessidade ao encontro de respostas, e para tanto buscamos argumentação teórica nas disciplinas do semestre, (...) trata-se de defini-lo em relação às demandas que os alunos propõem. Nesse sentido, leva-se em conta uma organização curricular baseada nos interesses dos estudantes (Hernández e Sancho, 1989). Enfim, as teses foram um excelente meio para reflexão sobre os Pas.

domingo, 22 de novembro de 2009

Teses sobre PA

Na interdisciplina do Seminário Integrador realizamos a partir de “teses” ( afirmações) que foram elaboradas na atividade “preparando a atividade 5” uma tabela onde expressamos nossas posições sobre as afirmações selecionadas.
Para cada tese teríamos que optar por uma das posições: “Concordo”, “Discordo” ou “Não sei decidir”. Após a escolha deveríamos buscar elementos e argumentos para reforçar nossos posicionamentos.

Tese 2 - “Desenvolver um PA sozinho é interessante, pois assim podemos ir mais rápido e cumprir mais cedo a nossa atividade, evita brigas e desentendimentos”.
Discordo. Como seria possível estabelecer um clima de trocas de saberes onde um aprenda com o outro? A construção de PA individual não significa que poderemos ir mais rápido, ao contrário poderemos demorar mais, isso está diretamente relacionado ao envolvimento de cada um no projeto. Quanto à diversidade de pensamentos às vezes pode ocorrer algumas discordâncias, mas estas acabam sendo positivas à medida que vamos aceitando as colocações de nossos colegas, pois segundo Maturana, na Objetividade-entre-parênteses é a aceitação de que há muitas verdades dependendo de quem observa. Pessoas pensam e divergem muitas vezes sobre um mesmo tema ou de um mesmo filme, por exemplo, na elaboração de um de nossos PA houve algumas divergências como podem ser constatadas nas postagens do Fórum aberto Grupo 1 - POLÍTICAS EDUCACIONAIS. Na colaboração individualista nós construímos um PA em equipe.
Tese 7 -"O PA é uma proposta que não deve ser desenvolvida com crianças, pois estas têm dificuldades de perguntar e não têm estrutura cognitiva para entender a proposta".
Discordo. Segundo Piaget, o desenvolvimento cognitivo do sujeito passa por estágios, papel preponderante nesse aspecto é do meio social, que pode contribuir no avanço do processo, mas depende da experiência em que o indivíduo é submetido. E para que ocorra o desenvolvimento das estruturas cognitivas a ação exerce papel fundamental, mas ação essa, que parta das necessidades. Na teoria piagetiana a ação assimiladora busca promover uma necessidade de origem endógena, e “os novos elementos a serem assimilados constituem-se na novidade que obriga o sujeito a realizar acomodações das estruturas já existentes”. No período pré-operatório que vai de 2 aos 7 anos a linguagem está atrelado ao desenvolvimento da inteligência, por isso é importante respeitar as especificidades das idades ao desenvolver um PA com crianças, instituir como foi abordado no filme “Bruxa Onilda”, processos gerais como o lúdico, o afeto, a fantasia, a linguagem, o imaginário, ou seja, vincular a dimensão do conhecimento.

domingo, 15 de novembro de 2009

Temas Geradores

Na interdisciplina de Didática, realizamos uma reflexão sobre a importância do uso de temas geradores na prática pedagógica a partir de leituras acerca da observação de Paulo Freire em relação à alfabetização de adultos e a argumentação de Frei Betto frente a esta mesma situação.
Em muitas escolas ainda, convivemos com práticas baseadas em uma postura pedagógica firmada em uma epistemologia empirista, onde o professor é detentor da verdade, decidindo como e o que o aluno deve aprender.
Em um desenvolvimento de projeto com os alunos, geralmente encontramos professores que decidem o tema a partir daquilo que julgam ser interessantes para os mesmos. Encaminham o rumo da pesquisa e a forma como será abordado, ao passo que aos alunos cabe aceitarem as normas previamente estipuladas. Todavia, para se construir conhecimento, deve haver a interação de todos, interação com meio, sujeito e com o objeto em estudo através de contatos com materiais e questionamentos que nos possibilitem novas descobertas, criando conflitos e aguçando a curiosidade. É que temos aprendido na prática no desenvolvimento de nossos Projetos de Aprendizagem ao longo da caminha no PEAD. Conforme Paulo Freire, “o que se pretende investigar, realmente, não são os homens, como se fossem peças anatômicas, mas o seu pensamento-linguagem referido à realidade, os níveis de sua percepção desta realidade”.
Pessoas pensam e tem opiniões diferentes sobre um mesmo tema (assunto) o que enriquece uma atividade, ou seja, somente através do diálogo que se estabelece um clima de troca de experiências, e não da imposição de apenas um ponto de vista. Podemos inferir frente alfabetização de adultos, através da observação de Frei Beto, “o mundo desigual pode ser lido pela ótica do opressor ou pela ótica do oprimido. Resulta uma leitura tão diferente uma da outra como entre a visão de Ptolomeu, ao observar o sistema solar com os pés na Terra, e a de Copérnico, ao imaginar-se com os pés no Sol”. Mas, é preciso inaugurar “o diálogo da educação como prática da liberdade” proporcionar ao aluno que saía da passividade onde só recebe informações, para uma situação ativa em busca de respostas para suas inquietações, e para isso os temas geradores devem partir da vivência da realidade dos educandos.

domingo, 8 de novembro de 2009

O conhecimento histórico

Para contemplar uma reflexão sobre a proposta de trabalho de Jean Itard com o menino Victor foi sugerido pela interdisciplina da LIBRAS o filme “O menino Selvagem” e textos sobre a história de surdos. Para tanto, foi solicitado uma comparação de situações vivenciadas por Victor com situações da história dos surdos.
O médico Jean Itard, em 1800, utilizou um menino como objeto de investigação científica através da educação. Aparentando ser mudo e surdo, um garoto com idade aproximada entre 10 e 12 anos foi encontrado nas florestas de La Caune, Sul da França.
Como Victor, os surdos foram objetos de curiosidade da sociedade e vistos como sujeitos estranhos a ela, como acontecia na Idade Média. Além disso, consideraram o garoto como “anormal” ou “doente” como os surdos eram considerados pela sociedade. Na Idade Moderna, os mesmos foram submetidos a métodos como “Oralismo puro” criado pelo alemão Samuel Heinicke, assim como foi submetido o garoto Victor. Mas, apesar dos esforços do médico e professor em torno da linguagem oral e a alfabetização, como se observa no filme, o menino não conseguiu falar e a sua evolução não foi significativa provavelmente devido aos métodos inadequados utilizados para aprendizagem.
De acordo com as leituras, na educação de surdos, preponderam dois modelos o clínico e o sócio-antropológico. O modelo clínico enfatiza as práticas discursivas e os dispositivos pedagógicos da patologia e da deficiência, propondo terapias para o desenvolvimento da fala e a cura da surdez. O modelo sócio antropológico opõe-se ao modelo clínico e enfatiza a cultura surda, língua de sinas e a comunidade surda. Se comparado os dois modelos, conclui-se que foi o modelo clinico que Itard utilizou para a educação de Victor. Mas, segundo Skliar (1998, p. 9) são modelos diferentes, entretanto, (...) “mas que transitam, flutuam entre eles como, por exemplo, as significações lingüísticas, históricas, políticas e pedagógicas”.
Quanto as ações governamentais práticas relacionadas a educação inclusiva, ainda caminha em passos lentos, pois convivemos em muitas escolas públicas, com pouco ou quase nenhum material adequado as necessidades de alunos com necessidades educacionais, faltam professores com especialização adequada, capacitação do profissional do ensino regular para a integração desses educandos nas classes comuns. Mas alguns avanços estão sendo contemplados na prática referente à cultura surda como: o reconhecimento da Libras na legislação, criação de escolas bilíngües, cursos de formação de professores especializados.

domingo, 1 de novembro de 2009

Plano de Aula

Para contemplar a atividade proposta pela interdisciplina Linguagem e Educação referente a elaboração de uma primeira versão de um plano de aula para um dia letivo, para minha temática focalizada, optei pelo “Trabalho infantil”. Temos crianças que chegam atrasadas na escola, então procuro saber o motivo pelo atraso, algumas justificam alegando que antes de sair tiveram que dar banho no irmão mais novo e levar para escolinha, ou arrumar a casa e aquecer a refeição antes de sair.
Nível/ Etapa de Ensino: 3ª série, Ensino Fundamental.
Justificativa: Em nossa escola convivemos com uma realidade onde alguns alunos, ainda na infância, vivem ou têm responsabilidades de adultos cuidando se seus irmãos mais novos ou responsáveis pelas atividades domésticas enquanto os pais trabalham. Esse quadro às vezes implica na falta de tempo para os estudos ou desistência da escola.
Para contemplar o assunto escolhi o texto “Na escuridão miserável” de autoria do escritor Fernando Sabino. Segundo, BETOLILA; SOARES, 2007 (...) "Assim, para a inserção plena da criança no mundo da escrita, é fundamental que alfabetização e letramento sejam processos simultâneos e indissociáveis". É preciso utilizar temas que fazem parte da realidade dos alunos, além disso, utilizar jogos, exercícios sobre as diferentes linguagens e a sistematização na construção de novos conceitos para que ele venha a compeender para que serve a lingua escrita e se servir dela.
Objetivo:
- Levar o aluno a uma reflexão sobre o trabalho na infância.
- ativar o conhecimento prévio em torno do tipo de texto;
- identificar elementos da situação de produção;
- localizar informações no texto;
- analisar efeito da pontuação empregada;
- identificar recursos para reprodução da linguagem oral;
- reconhecer trecho descritivo.